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Conesul, MS - Brasil,10/06/2026

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    Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano

    Pressionado pela guerra no Oriente Médio, IPCA deve estourar o teto da meta estipulada pelo Banco Central.

    Matéria produzida com informações da Agência Brasil de Notícias
    Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    As projeções para o cenário inflacionário brasileiro sofreram uma nova deterioração. Conforme os dados consolidados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (8), a expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,09% para 5,11%. Trata-se do décimo terceiro ajuste para cima consecutivo no indicador, que reflete as preocupações de bancos e corretoras com o comportamento dos preços no país.

    O principal vetor dessa pressão contínua é o conflito geopolítico no Oriente Médio, que tem encarecido os combustíveis no mercado internacional e gerado efeitos em cadeia na economia doméstica. Com a estimativa atual em 5,11%, a inflação de 2026 deve ultrapassar formalmente o teto do intervalo de tolerância fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central do governo é de 3%, com uma banda que varia de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

    Até o momento, a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IBGE fechou abril em 4,39%, sustentada por um avanço mensal de 0,67% puxado pelo setor de alimentos. Os números consolidados de maio serão conhecidos na próxima sexta-feira (12). Olhando para o horizonte mais longo, os analistas também recalibraram sutilmente a projeção para 2027, que oscilou de 4,02% para 4,03%, prevendo índices de 3,65% para 2028 e 3,5% para 2029.

    Rumo da Selic e Atividade Econômica

    Para frear o consumo e tentar conter essa escalada, a taxa básica de juros (Selic) opera hoje em 14,5% ao ano. Em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) promoveu um corte unânime de 0,25 ponto percentual, dando sequência a uma flexibilização gradual após o período entre junho de 2025 e março deste ano, quando a taxa permaneceu travada no pico de 15% ao ano.

    Em suas manifestações recentes, o comitê evitou ditar os próximos passos, ressaltando que monitora de perto os desdobramentos e a duração da crise internacional. A próxima reunião do colegiado está agendada para os dias 16 e 17 de junho. Em linha com a desconfiança inflacionária, a previsão dos economistas para o fechamento da Selic em 2026 subiu de 13,25% para 13,5% ao ano, projetando recuos para 11,5% em 2027 e estabilização em 10% nos dois anos seguintes.

    PIB e Câmbio

    No campo do crescimento econômico, o mercado revisou de maneira marginal a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que passou de 1,9% para 1,91%. O número vem na esteira de uma alta de 1,1% do PIB no primeiro trimestre contra o fim de 2025. Para o fechamento de 2027, o mercado prevê alta de 1,7%, com avanço de 2% para os anos de 2028 e 2029. Por fim, as projeções para o câmbio apontam o dólar cotado a R$ 5,15 ao final de 2026 e R$ 5,20 no encerramento de 2027.

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