Rejeição a Donald Trump atinge 62% em meio a crises externas e embate com o Vaticano
Popularidade do presidente americano estagna em 36%, o menor índice desde a posse, pressionada por conflitos no Irã e alta nos combustíveis.
(Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO / POOL) O cenário político na Casa Branca enfrenta uma de suas fases mais turbulentas. De acordo com o mais recente levantamento Reuters/Ipsos, a desaprovação ao governo de Donald Trump consolidou-se em 62%, refletindo o desgaste de uma gestão marcada por frentes de conflito globais e instabilidade econômica doméstica. A aprovação, que chegou a 47% no início do mandato em janeiro de 2025, agora amarga os 36%, evidenciando um isolamento crescente do líder republicano.
O principal motor da insatisfação popular é a condução da guerra contra o Irã. O conflito, iniciado em fevereiro em conjunto com Israel, gerou uma escalada nos preços da gasolina que afetou diretamente o orçamento das famílias americanas. O índice de aprovação de Trump sobre o custo de vida nos Estados Unidos despencou para 26%, empatando com seu nível histórico mais baixo. A percepção pública sobre a segurança também está dividida: apenas 25% dos entrevistados acreditam que a ofensiva militar tornará a América mais segura.
Além do campo de batalha, o temperamento de Trump tornou-se alvo de escrutínio. Suas recentes postagens agressivas e o uso de termos profanos para ameaçar a infraestrutura iraniana alarmaram aliados e a opinião pública. O embate direto com o Papa Leão, a quem chamou de "fraco contra o crime" após críticas do pontífice à guerra, pesou negativamente. Atualmente, 60% dos americanos mantêm uma visão favorável do Papa, contrastando com os baixos índices de confiança depositados no presidente.
A pesquisa também revelou uma preocupação interna sobre a lucidez mental do presidente de 79 anos. Segundo os dados coletados:
"Cerca de 51% dos americanos — incluindo 14% dos republicanos, 54% dos independentes e 85% dos democratas — disseram que a lucidez mental de Trump 'piorou' ao longo do último ano."
Com a expiração de um frágil cessar-fogo nesta terça-feira, a pressão sobre o Salão Oval aumenta. A rejeição de 62% sinaliza um desafio sem precedentes para a governabilidade de Trump, que agora precisa lidar com uma base aliada fragmentada e uma população cada vez mais cética quanto aos rumos da política externa e econômica do país.








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