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Conesul, MS - Brasil,13/05/2026

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    Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

    Em visita a Xi Jinping, presidente dos EUA tenta salvar economia e conter crise após fracasso de ofensiva militar em Teerã.

    Fonte/Reprodução: Agência Brasil - EBC
    Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã
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    O cenário geopolítico global vive uma de suas semanas mais tensas com o desembarque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Pequim, na noite desta quarta-feira (13). O encontro com o líder chinês Xi Jinping ocorre em um momento crítico: Trump chega à Ásia sob o peso de uma guerra no Irã que não entregou a vitória rápida prometida, desestabilizando o mercado de petróleo e a hegemonia norte-americana.

    Originalmente agendada para março, a cúpula foi adiada pela explosão do conflito no Oriente Médio. Analistas apontam que a estratégia da Casa Branca era chegar à China com o regime iraniano derrubado, usando isso como trunfo para pressionar Xi Jinping em acordos comerciais. Contudo, a resistência de Teerã e o fechamento do Estreito de Ormuz — por onde passava 20% do petróleo mundial — inverteram o jogo.

    Para Marco Fernandes, analista do Conselho Popular do Brics:

    “Ele achou que chegaria a Pequim com todas as cartas na mão para pressionar Xi, mas faltou combinar com os iranianos. Agora, Trump está chegando derrotado. Nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”.

    Na pauta, dois temas espinhosos: o domínio chinês sobre as terras raras (minerais essenciais para a indústria bélica e tecnológica dos EUA) e o apoio de Washington a Taiwan. Pequim já demonstrou que não hesitará em dar o "troco" em caso de novas sanções. Sobre a venda de armas para Taiwan, o porta-voz chinês, Guo Jiakun, foi enfático:

    “A firme oposição da China à venda de armas americanas para a região de Taiwan, território chinês, é consistente e clara”.

    Enquanto as duas superpotências medem forças, o Brasil surge como um ator estratégico. Detentor da segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, o país pode se beneficiar do litígio sino-americano.

    Especialistas sugerem uma "passividade estratégica", onde Brasília pode ocupar vácuos de fornecimento deixados pela guerra tarifária entre Washington e Pequim, garantindo ganhos econômicos e soberania em meio ao embate global.

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