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Conesul, MS - Brasil,26/03/2026

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    Polícia Civil prende PM Geraldo Leite indiciado por feminicídio

    Tenente-coronel é acusado pela morte da soldado Gisele Alves; laudos do IML e contradições no socorro derrubaram a tese de suicídio.


    Polícia Civil prende PM Geraldo Leite indiciado por feminicídio
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    A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, na manhã desta quarta-feira (18), o mandado de prisão contra o tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial foi detido em sua residência, em São José dos Campos, e encaminhado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana.

    O crime ocorreu em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal residia. Na ocasião, Geraldo acionou o socorro alegando que a companheira havia cometido suicídio. No entanto, a versão foi contestada pela família da vítima e refutada por uma série de evidências periciais e testemunhais colhidas ao longo do último mês.

    As Provas do IML
    Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), incluindo exames feitos após a exumação do corpo em 6 de março, foram decisivos para o indiciamento. Os peritos encontraram:

    • Lesões contundentes: Marcas na face e na região do pescoço (cervical).

    • Sinais de luta: Escoriações compatíveis com pressão digital e marcas de unhas (estigma ungueal), indicando que houve agressão física antes do disparo.

    Contradições e Indícios de Fraude
    A investigação também se baseia em lapsos temporais e manipulação da cena:

    • Demora no chamado: Uma vizinha relatou ter ouvido o disparo às 07h28, porém o tenente-coronel só acionou o Copom às 07h57, um intervalo de quase 30 minutos sem pedido de socorro.

    • Cena do crime: Fotos tiradas por socorristas mostram a arma na mão da vítima, posição considerada atípica em casos de suicídio por tiro na cabeça.

    • Limpeza do local: Depoimentos confirmaram que três policiais mulheres foram ao apartamento realizar uma limpeza horas após o fato, o que comprometeu a preservação da perícia inicial.

    O advogado da família, José Miguel Silva Junior, reforça que os elementos de prova corroboram a tese de feminicídio. O oficial permanece à disposição da Justiça para responder pelas acusações que agora pesam contra ele.




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